sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sem título

Que lucidez despertará tua manhã
que maça morderá teu desejo
que vociferar rugirá tua coragem
que janela abrirá teu peito
que sexo revigorará teu corpo
que poesia começara de novo
quando o sol parir teus versos e beijos
que olhar pupilará o céu do teu pensamento
que surpresa presenciará tua essência una
que brancura de horizonte beberá teu deleite
que cara lavada terá tua consciência
quando a poesia lavares na pia
que grito desabafara teu mundo
quando cargas d'Água levantares tua cabeça
que caminho levará teu passo ao outro lado do presente
que cosmo arrepio sussurrará em tua pele
quando ventos solares assobiarem em teu ouvido
quando pássaros cantarem as asas do teu ser
que ruga do tempo apanhará teu sorriso preso
que ruga da tua história lembrará aquele que ficou vivo de ti vivo
quanta alegria dormira tua realidade
quando teu sonho silenciar a vida
que precipício jogará teus sonhos
que sente sentirá nossos ossos
que chuva matará nossos corpos
que recordação carregara no bolso d memória
que que se queixara tua querencia
que olá dirá tua saudade
que distância liga teu reencontro
que desejo reciproca teu caminho
que estrela gritará teu voo noturno insólito na madrugada
quando o silêncio gritar mais alto em tua liberdade
que procura encontrará teu pensamento a reencontrar-se
que loucura repousará teus olhos estasiados e habitará teu reino
quando habitar em ti os sonhos mais deusvaneios
que sorrir sorrei sorrirá teu seio
que vento penteará teus longos cabelos
quando ele passar anunciando
que turbilhão fará teu coração
quando a tempestade tocar-te com fúria e som
que partituras comporá com a visão de novos sóis
que tropeço acentuará tuas sobrancelhas alto como faróis
que caminhar acalmará tua alma
que fruto morderá teus dentes
quando o néctar solar irradiar tua mente
que dengo fará tua vontade
quando o que querias era outro alguem
que feridas esconderá no escuro
quando alguem amares demais
que falta não terão mil palavras
quando beijares tua mulher
quão ventos loucos serás
quando cavalgares nas crinas do vento
que maturescência terá tua juventude
que juventude terá tua maturescência
que musica tocará tuas pálpebras nas noites insones
quando grilos velarem as estrelas
que espada empunhará tua mão
quando começar a guerra de teu coração
que deuses adorará
quando de só um precisar
quem estará contigo
quando não tiveres mais ninguém para estar
que será do teu ser
quando sendo ele não se foi
que será dos teus escritos
quando não tiveres mais que escreve-los
que céus descansará tua alma
quando o teu corpo estiver morto
que poder terá tua palavra
quando não disseres nada de novo
que sentido terá teu sentido da vida
que resposta responderá tua pergunta
quando a própria interrogação foi você
que grave espanto no rosto brilhará tua certeza
que dor no peito sofrerá tua duvida
que camisa de força aprisionará teus sonhos de viver
que sombra inundara teu sono
quando dormires no acalanto estelar
que silêncio fará tua vida
quando a morte em ti chegar
que abraço estará seguro
quando o sol amanhecer e afastar as sombras
que imenso vazio preencherá tua realidade
quando mais nada existir
que lama levantará teu corpo da cama
que bençãos receberam teu corpo
que ar tomará tua alma livre
que riso de criança derrubará teu orgulho
que pegadas deixará teus passos
quando caminhares na estrada da vida
que espinhos pisaram teus pés
que calmaria fará teu tormento
que ais sentirá tua dor
que será do teu amor?

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